Não voltei a tempo! Mas esta vergonha..?
Portugal está fora do Mundial de Sub-20. Ainda bem. É que só assim temos a certeza de não assistir a mais exibições paupérrimas, quase sempre acompanhadas do respectivo resultado negativo. Chegar aos oitavos-de-final, convenhamos, já foi um feito, pois numa competição “normal”, perder dois jogos na fase de qualificação seria suficiente para fazer as malas. Quis o destino – e os desfechos alheios – que os jovens lusos ainda tivessem oportunidade de jogar mais uma partida. Foi pena. O embate com o Chile nunca devia ter acontecido.
Não me recordo de ver uma prestação tão cinzenta de uma Selecção Nacional de futebol. Acredito que já tenha acontecido, mas por mais que puxe pela memória não me ocorre nada (comparado com isto, até o histórico empate com Liechestein me parece agradável). Então os primeiros 45 minutos foram simplesmente inacreditáveis. Portugal não fez um único remate, raramente passou de meio-campo, não teve posse de bola, foi completamente dominado pelo adversário e limitou-se a fazer três coisas (qual delas a mais inútil...): faltas, pontapés para o ar e passes errados.
Perder por apenas um golo de diferença com o Chile não foi simpático. Foi uma dádiva dos deuses. Portugal podia ter sido goleado só na primeira parte. Tal só não se verificou porque os sul-americanos desperdiçaram uma mão cheia de ocasiões, mas também porque o guardião Rui Patrício fez tudo o que podia para adiar o óbvio.
Na segunda parte, Portugal continuou à deriva. Não se viu nada normal num grupo que devia ser uma equipa. Era preciso atacar e ir em busca da igualdade, mas quem intensificou a posse de bola foram os chilenos que, imagine-se, fartaram-se de sofrer entradas à margem da lei. Por momentos cheguei a pensar que os sul-americanos eram os de branco!
Nos instantes finais, quando a derrota já parecia certa (para ser sincero, creio que a certeza quanto ao desfecho sucedeu no preciso momento em que o Chile marcou...), a rapaziada achou por bem acrescentar algo mais à sua aterradora exibição. Assim, depois de Coentrão ter reclamado com todos os adversários que lhe passaram por perto (tanto talento precisa de uma cabeça mais fresca), Mano resolveu agredir um chileno e, na sequência, Zequinha tirou o cartão vermelho das mãos do árbitro. Um “filme” digno de Fellini, com direito a bolinha vermelha no canto superior da televisão.
Portugal foi uma vergonha neste Mundial. Podia ter sido só futebolisticamente, mas perder 3 em 4 jogos não foi suficiente. Foi necessário fazer tristes figuras de todas as formas e feitios. Se estes jogadores estavam à espera desta competição para ganhar espaço no futebol português... saiu-lhes o tiro pela culatra.
Mas, no meio de tudo isto, o que me causa mais confusão é não conseguir perceber o que esteve na origem de uma participação deste calibre. É que quem se der ao trabalho de ir verificar o trajecto desta equipa descobre um ror de vitórias convincentes. Gostava que alguém tentasse explicar isto, nomeadamente José Couceiro que, claro, também não fica nada bem nesta “fotografia”, tal como não ficou na dos Sub-21. Couceiro é talvez neste momento, o pior treinador que Portugal já teve numa das suas selecções. E é mesmo. Só queria chamar-lhe uns quantos nomes menos próprios. Já o fiz, em epaço próprio (Biblioteca Bar, onde assistia a este triste "arraial") e com um copo de vodka na mão.
Bom, vejamos isto pelo lado positivo: Portugal não joga mais!
Não me recordo de ver uma prestação tão cinzenta de uma Selecção Nacional de futebol. Acredito que já tenha acontecido, mas por mais que puxe pela memória não me ocorre nada (comparado com isto, até o histórico empate com Liechestein me parece agradável). Então os primeiros 45 minutos foram simplesmente inacreditáveis. Portugal não fez um único remate, raramente passou de meio-campo, não teve posse de bola, foi completamente dominado pelo adversário e limitou-se a fazer três coisas (qual delas a mais inútil...): faltas, pontapés para o ar e passes errados.
Perder por apenas um golo de diferença com o Chile não foi simpático. Foi uma dádiva dos deuses. Portugal podia ter sido goleado só na primeira parte. Tal só não se verificou porque os sul-americanos desperdiçaram uma mão cheia de ocasiões, mas também porque o guardião Rui Patrício fez tudo o que podia para adiar o óbvio.
Na segunda parte, Portugal continuou à deriva. Não se viu nada normal num grupo que devia ser uma equipa. Era preciso atacar e ir em busca da igualdade, mas quem intensificou a posse de bola foram os chilenos que, imagine-se, fartaram-se de sofrer entradas à margem da lei. Por momentos cheguei a pensar que os sul-americanos eram os de branco!
Nos instantes finais, quando a derrota já parecia certa (para ser sincero, creio que a certeza quanto ao desfecho sucedeu no preciso momento em que o Chile marcou...), a rapaziada achou por bem acrescentar algo mais à sua aterradora exibição. Assim, depois de Coentrão ter reclamado com todos os adversários que lhe passaram por perto (tanto talento precisa de uma cabeça mais fresca), Mano resolveu agredir um chileno e, na sequência, Zequinha tirou o cartão vermelho das mãos do árbitro. Um “filme” digno de Fellini, com direito a bolinha vermelha no canto superior da televisão.
Portugal foi uma vergonha neste Mundial. Podia ter sido só futebolisticamente, mas perder 3 em 4 jogos não foi suficiente. Foi necessário fazer tristes figuras de todas as formas e feitios. Se estes jogadores estavam à espera desta competição para ganhar espaço no futebol português... saiu-lhes o tiro pela culatra.
Mas, no meio de tudo isto, o que me causa mais confusão é não conseguir perceber o que esteve na origem de uma participação deste calibre. É que quem se der ao trabalho de ir verificar o trajecto desta equipa descobre um ror de vitórias convincentes. Gostava que alguém tentasse explicar isto, nomeadamente José Couceiro que, claro, também não fica nada bem nesta “fotografia”, tal como não ficou na dos Sub-21. Couceiro é talvez neste momento, o pior treinador que Portugal já teve numa das suas selecções. E é mesmo. Só queria chamar-lhe uns quantos nomes menos próprios. Já o fiz, em epaço próprio (Biblioteca Bar, onde assistia a este triste "arraial") e com um copo de vodka na mão.
Bom, vejamos isto pelo lado positivo: Portugal não joga mais!

